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quarta-feira, 11 de julho de 2012

SAUDADES DO AMOR




SAUDADES DO AMOR

Saudade...

Fazia-me sentir leve, eu não andava eu flutuava sobre o chão. Conseguia ver o sol nos dias mais nublados, as noites tinham luz, tudo era iluminado... Expandia-se o coração, não me cabia no peito. Era um fogo que me consumia as entranhas, uma doçura que me inundava o coração, uma alegria que me fazia sentir com o poder de voar. Uma felicidade que irradiava ao meu redor, abrangendo quem se aproximava de mim. A alegria transparecia em meu rosto e todo o meu ser se conectava com o Universo.
Quando amamos, o mundo tem outro brilho. As pedras são cristais, os caminhos são dourados, a brisa é perfumada, as estrelas são diamantes e o céu o espaço onde todo o sentimento se expande.
Depois...

As decepções, uma após outra, vão tirando o brilho do caminho, os cristais vão-se tornando em calhaus, a brisa torna-se um vento gelado, e as estrelas são pontos de luz fosca, num céu que é apenas um espaço imenso, onde tudo se desvanece, a alegria, a ilusão, e a felicidade.
E tudo acaba, e fica a saudade...
Mais intensa do que a saudade que se sente por alguém, é a saudade do amor.
Que saudades do Amor, de sentir o que nos faz sentir vivos!
Não obstante, continuamos a viver, e a saudade vai-se atenuando, ficando mais suave e tornando-se numa doce recordação.
Mas depois de tudo temos legitimidade para dizer _ que saudades do Amor! _ porque já o sentimos.
Pobres daqueles que nunca amaram, nunca sentiram, nunca se decepcionaram e nunca se iludiram, porque esses não viveram.
Viver é amar, e quem não amou não viveu.

Só por hoje... vou sentir a saudade com doçura, como um resquício do amor que vivi...

Idália

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